
... Que se ausentou.
Aquele espaço para sempre inocupado,
O vazio instalado,
Que inutilmente tentei preencher.
Aprendi com a lição,
Quando me foi arrancada a massa reparadora,
Do meu frágil mas resistente coração,
Sem aviso, sem anestesia,
Numa operação a sangue-frio.
Com isso consegui perceber
Que nem tudo é como queremos entender,
E finalmente vi o que a minha visão não via.
Agora outro tecido vai-se sobrepôr,
Com tempo, com cuidado,
Feito de cicatrizes e estimável amor,
Porque sem as presenças dos que quero bem,
Dificilmente seria tratado.
E agora, por fim, quero guardar as mágoas,
Para retribuir o que me foi dado.
(um desabafo, contendo um muito, muito obrigado!)